Cientista brasileiro Miguel Nicolelis critica ética de Elon Musk

O projecto de Elon Musk no campo das interfaces cérebro-máquina tem sido objecto de intenso debate desde sua divulgação. Em uma entrevista exclusiva à Forbes Brasil, o eminente neurocientista Miguel Nicolelis, professor emérito da Universidade de Duke(localizada na cidade de Durham, na Carolina do Norte), levanta questões pertinentes sobre as abordagens adoptadas pelo empresário.

Nicolelis, cuja equipe realizou experimentos semelhantes com sucesso duas décadas atrás, expressa preocupações com a falta de fundamentação científica e a mercantilização da pesquisa de Musk. Ele destaca a importância de técnicas não invasivas, contrastando com os implantes promovidos por Musk, e adverte sobre os riscos associados à visão do empresário em relação aos implantes cerebrais em pessoas saudáveis. Além disso, Miguel Nicolelis compartilha detalhes sobre seu Instituto de Estudos Avançados do Cérebro, que busca expandir o acesso a tratamentos não invasivos para uma variedade de condições neurológicas em todo o mundo. Com hubs em São Paulo, Carolina do Norte e Milão, o instituto visa coordenar e disseminar protocolos para ajudar milhões de pessoas afectadas por doenças neurológicas e medulares.

A entrevista de Nicolelis oferece uma perspectiva crítica e ética sobre o futuro da ciência e tecnologia, destacando a importância de abordagens seguras, eficazes e acessíveis para o avanço da medicina.

O projecto de Elon Musk, conhecido como Neuralink, busca revolucionar a interface entre o cérebro humano e as máquinas. A empresa desenvolve tecnologias de implantes cerebrais que visam aprimorar a comunicação entre o cérebro e os dispositivos electrónicos, com potencial aplicação em áreas como medicina, comunicação e entretenimento. Musk propõe uma abordagem ousada, visando não apenas corrigir deficiências neurológicas, mas também aprimorar as capacidades humanas, como a velocidade de processamento de informações e a memória. No entanto, críticos levantam preocupações sobre os riscos associados a esses procedimentos invasivos e a necessidade de garantir a segurança e a ética em todas as fases do desenvolvimento dessas tecnologias.

Entrevista completa em: https://forbes.com.br/manchete-1/2024/03/criei-ha-25-anos-o-que-musk-fez-agora-diz-miguel-nicolelis/

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