Um estudo liderado pelo biólogo computacional Jacob West-Roberts, da Universidade da Califórnia Berkeley, revelou a existência de proteínas gigantes em micróbios, incluindo uma potencial recordista de 85.000 aminoácidos. Essas Mega moléculas podem desempenhar um papel crucial, ajudando bactérias a se tornarem predadoras de outros micróbios, embora sua complexidade torne desafiador estudá-las em detalhes.

Uma previsão de estrutura para uma proteína gigante do tipo 'Dockerin', uma categoria cunhada pela equipe de West-Roberts. Crédito: West-Roberts, J. et al./ bioRxiv
Uma previsão de estrutura para uma proteína gigante do tipo ‘Dockerin’, uma categoria cunhada pela equipe de West-Roberts. Crédito: West-Roberts, J. et al./ bioRxiv

A pesquisa concentrou-se em Omnitrophota, um filo bacteriano encontrado em amostras ambientais, notavelmente em Yellowstone. Os cientistas identificaram 46 genes Omnitrophota codificando proteínas com mais de 30.000 aminoácidos, expandindo significativamente o tamanho previamente conhecido dessas moléculas.

Embora o estudo tenha utilizado ferramentas de inteligência artificial, como o AlphaFold, para prever estruturas de proteínas, os pesquisadores enfatizam que a existência real dessas Mega proteínas precisa ser confirmada experimentalmente. A compreensão dessas gigantes moleculares pode abrir novas perspectivas sobre a ecologia microbiana e o papel dessas proteínas na predação bacteriana.

Leia mais sobre essa descoberta fascinante na Nature:https://www.nature.com/articles/d41586-023-03937-z

 

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