Estudo avalia Ética em Estudantes de Medicina na China

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Um estudo colaborativo entre pesquisadores da China e dos Estados Unidos investigou o nível de compreensão de ética em pesquisa e o conhecimento sobre o funcionamento de Comités de Ética em Pesquisa entre 514 estudantes de pós-graduação em medicina na China. O estudo, publicado na revista “BMC Medical Education”, foi conduzido por meio de um questionário respondido via WeChat, um aplicativo popular na China, e ocorreu entre Maio e Julho de 2021. A amostra compreendeu alunos de mestrado (83,5%) e doutorado (16,5%) de uma escola de medicina e seus hospitais afiliados na região centro-sul do país.

Os resultados do estudo revelaram uma série de aspectos relevantes sobre o conhecimento e percepção dos estudantes em relação à ética e integridade científica. Dentre os resultados positivos, destaca-se que 63,2% dos participantes estavam familiarizados com a actuação de comités de ética em pesquisa e 90,7% consideraram esses comités úteis para garantir a integridade das investigações. Além disso, uma parcela significativa (94,9%) concordou que um curso de ética em pesquisa deveria ser obrigatório para pós-graduandos médicos.

Contudo, também foram identificadas áreas de preocupação. Apenas 46,7% dos estudantes tinham conhecimento das directrizes éticas para pesquisa envolvendo seres humanos, revelando uma possível lacuna na formação académica. Além disso, cerca de 30,7% dos participantes acreditavam que o escrutínio ético de suas pesquisas por comités poderia acarretar em atrasos e dificuldades. De maneira surpreendente, 27,4% dos estudantes consideraram aceitável a fabricação de dados ou resultados em um estudo, desde que isso não prejudicasse os pacientes.

Os autores do estudo, ligados à Universidade do Centro-Sul, em Changsha (China), e à Universidade Yale (EUA), recomendaram aprimorar os cursos de ética em pesquisa para abranger legislações chinesas e regulamentos internacionais, a fim de preparar os estudantes de maneira abrangente. Eles também sugeriram que os comités de ética sejam mais transparentes e didácticos, permitindo que os jovens médicos compreendam melhor os processos e objectivos desses comités. Além disso, enfatizaram a importância de promover um ambiente de integridade nas escolas médicas para aumentar a conscientização dos alunos sobre as questões éticas envolvidas na pesquisa médica.

O estudo evidencia a necessidade contínua de melhorar a formação ética de estudantes de medicina e pesquisadores, visando não apenas a conformidade com as normas, mas também a promoção de um ambiente científico saudável e íntegro.

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