Internacional – De acordo com os dados mais recentes da Agência de Estatísticas do Ensino Superior do Reino Unido (HESA), o número de professores negros no Reino Unido aumentou em 25% em um ano. No ano acadêmico de 2022-23, foram adicionados 40 novos professores negros, elevando o total para 210.

Apesar desse avanço, Ijeoma Uchegbu, uma nanocientista farmacêutica e defensora da igualdade racial na University College London, destaca que esses números ainda são inadequados. A representação de pessoas de herança negra nas universidades do Reino Unido permanece baixa, constituindo apenas 3% da força de trabalho acadêmica geral e 4% da população em idade activa.

A socióloga Nicola Rollock sugere que iniciativas como  as campanhas de base e o Race Equality Charter podem ter contribuído para essa mudança. No entanto, desafios significativos permanecem, e é crucial abordar especificamente as barreiras para alcançar igualdade real.

Em um esforço adicional para promover a diversidade, a fundação de pesquisa biomédica Wellcome lançou um programa de £20 milhões para apoiar pesquisadores de herança negra, paquistanesa ou bengali. Essas iniciativas fazem parte de políticas mais amplas de diversidade, equidade e inclusão, buscando remover barreiras enfrentadas por grupos minoritários.

Apesar dos avanços observados, a falta de visibilidade de professores negros ainda apresenta desafios significativos para a próxima geração de talentos. Ijeoma Uchegbu destaca que a escassez de professores negros torna mais difícil para esses talentos emergentes superarem obstáculos. Barreiras como a falta de acesso a informações, redes de apoio e preconceitos sistêmicos em processos de promoção continuam a perpetuar a desigualdade. Para consolidar a mudança positiva, é crucial que as instituições de ensino compreendam as especificidades dos desafios que enfrentam e implementem ações concretas, desde a revisão dos critérios em descrições de cargos até a promoção de treinamentos para mitigar preconceitos e atração ativa de pessoas de grupos minoritários.

Fonte: Revista Nature

Disponível em :

https://doi.org/10.1038/d41586-024-00249-8

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