Nos últimos anos, a China tem passado por uma notável transformação no cenário científico global, conforme demonstrado pelo recente relatório do Índice de Natureza. Após um período de desaceleração durante a pandemia de COVID-19, o país retomou seu ímpeto e expandiu sua produção de pesquisa de alta qualidade. Esse avanço redefiniu a posição da China nas ciências naturais, catapultando-a para a liderança em revistas científicas de destaque.

A análise dos dados revelou que, após enfrentar uma queda durante os primeiros anos da pandemia, a China ressurgiu com um aumento notável em sua participação ajustada no Nature Index. Apesar de um crescimento tímido de 1% em 2020, nos anos seguintes, a China testemunhou um acelerado crescimento de 21%, com uma participação ajustada de 3.414 em 2022.

Esse marco significativo não apenas posicionou a China à frente dos Estados Unidos nas ciências naturais, mas também sinaliza uma transformação profunda em sua capacidade científica. Áreas como ciência ambiental, ciências da vida e humanidades têm sido foco de intensa expansão e aprofundamento, marcando um progresso notável em comparação com décadas passadas.

Paralelamente a essa ascensão científica, surgem sinais de um redireccionamento nas colaborações internacionais de pesquisa da China. O país está gradualmente diminuindo suas parcerias com nações ocidentais, em especial os Estados Unidos. Esse fenómeno, discutido em detalhes em um artigo do suplemento do Nature Index, é atribuído a diversos factores, incluindo tensões políticas e uma ênfase renovada em pesquisas com perspectivas nacionais.

Embora a China esteja se distanciando da colaboração internacional ocidental, ela está estabelecendo novos vínculos com nações emergentes de pesquisa na Ásia e África, demonstrando um novo dinamismo em sua abordagem científica global. A trajectória adoptada pela China terá um impacto profundo no futuro da ciência, moldando o curso das descobertas e inovações em âmbito mundial. O novo centro de gravidade científica está, sem dúvida, se movendo na direcção da China, enquanto ela continua a trilhar um caminho de excelência e liderança nas ciências naturais.

Leia mais em: https://www.nature.com/articles/d41586-023-02158-8

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