Comunicação da Ciência na Imprensa Angolana:

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A comunicação da ciência na imprensa angolana é uma questão relevante e que tem sido objecto de investigação. O artigo de autoria de Anil Vila, publicado na revista “SAPIENTIAE: Revista de Ciências Sociais, Humanas e Engenharias”, volume 8, número 1, páginas 96-107, em 2022, pela Universidade Óscar Ribas, aborda a importância da comunicação efectiva da ciência na mídia angolana.

O estudo a analisou a comunicação da ciência na imprensa de Angola, com base em teorias e pesquisas de Schäfer (2011), Mendonça (2017) e Fonseca (2018). O objectivo central da investigação foi identificar indícios e evidências que promovam a cultura científica através dos veículos de comunicação impressa.

Para responder a essa questão, foi empregada uma metodologia abrangente que combinou abordagens qualitativas e quantitativas. A pesquisa analisou 200 artigos de ciência, sendo 100 do ano de 2019 e 100 de 2021, seleccionados de 2 jornais nacionais de grande circulação – Jornal de Angola, O País e do site da agência de notícias ANGOP.

Os resultados apresentados no artigo destacam alguns aspectos importantes. Primeiramente, apontam para a ausência de espaços regulares destinados à divulgação científica na imprensa angolana. Essa lacuna pode prejudicar a disseminação contínua de informações sobre avanços científicos e tecnológicos, limitando o acesso do público a conteúdos relevantes relacionados à ciência.

Além disso, o estudo de Anil Vila revela uma falta de articulação efectiva entre a imprensa e as instituições produtoras de ciência em Angola. A falta de colaboração estreita entre jornalistas e cientistas pode resultar em uma cobertura limitada e simplificada de temas científicos, impedindo o público de compreender plenamente a relevância e o impacto das pesquisas.

Uma das descobertas notáveis é a predominância de políticos proferindo discursos sobre políticas de ciência e tecnologia nos artigos de ciência da imprensa angolana. Essa ênfase excessiva na política pode desviar a atenção do público dos aspectos técnicos e práticos da ciência, diminuindo a exposição de informações sobre avanços científicos concretos.

Outra preocupação levantada pelo artigo é a escassez de notícias relacionadas aos resultados científicos produzidos nas Instituições de Ensino Superior de Angola. A falta de cobertura sobre esses resultados pode impactar negativamente a valorização da pesquisa científica realizada no país e sua contribuição para o desenvolvimento e a inovação.

A partir dessas descobertas, o estudo de Anil Vila reforça a importância de uma comunicação mais efectiva e abrangente da ciência na imprensa angolana. É fundamental que jornalistas, cientistas e instituições académicas colaborem estreitamente para disseminar informações científicas precisas e acessíveis à sociedade. Através desse trabalho conjunto, será possível fortalecer a cultura científica em Angola e ampliar o acesso do público a conhecimentos que impulsionem o desenvolvimento do país.

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