Terra regista o ano mais quente da história devido ás mudanças climáticas

No decorrer dos últimos 12 meses, presenciamos os registros mais elevados de temperatura já documentados. Aproximadamente 7,3 bilhões de pessoas foram expostas a temperaturas fortemente influenciadas pelo aquecimento global, com 25% da população enfrentando níveis perigosos de calor extremo. Essa análise, conduzida pela organização não-governamental Climate Central, destaca os crescentes impactos das mudanças climáticas

Os cientistas, ao calcular o impacto direto das alterações climáticas induzidas pelo homem nas temperaturas diárias em 175 países e 920 cidades, entre Novembro de 2022 e Outubro de 2023, descobriram que a temperatura média global nesse período superou o recorde anterior estabelecido entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016.

A temperatura média global durante esse intervalo foi 1,32 ºC acima do período pré-industrial de 1850 a 1900. Esse aquecimento notável, principalmente impulsionado por alterações climáticas induzidas pelo homem, destaca a urgência de ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O relatório, publicado na renomada revista científica Nature, revela que mais de 7 bilhões de pessoas foram expostas a temperaturas fortemente afetadas pelas alterações climáticas, com regiões tropicais da América do Sul, África e arquipélago malaio experimentando o maior impacto. A Jamaica, Guatemala e Ruanda foram os países mais afetados, enfrentando temperaturas quatro vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas.

Adicionalmente, 156 cidades em 37 países vivenciaram cinco ou mais dias consecutivos de calor extremo. Eventos climáticos extremos, como ondas de calor, inundações e secas, estão se tornando mais frequentes e severos.

Essas conclusões ressaltam a importância crucial de reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis para combater as mudanças climáticas. A análise também aponta para a necessidade de acções globais urgentes na próxima Cúpula do Clima COP 28, destacando a importância de eliminar progressivamente os combustíveis fósseis e implementar medidas para enfrentar as perdas e danos causados pelas mudanças climáticas. O estudo reforça a necessidade premente de conscientização e acção contínua diante dos impactos mensais da mudança climática.

Para informações complementares, aceda ao artigo abaixo:

https://www.nature.com/articles/d41586-023-03523-3

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