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Inteligência artificial detecta Parkinson pela respiração

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Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), conseguiram desenvolver uma inteligência artificial (IA) capaz de detectar a doença de Parkinson, e sua gravidade, através da análise do padrão respiratório dos pacientes.

A pesquisa publicada na Revista Nature no dia 22 de agosto, também contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Rochester, da Clínica Mayo, e do Hospital Geral de Massachusetts.

A doença de Parkinson é causada pela degeneração de células presentes em uma região do cérebro chamada de “substância nigra”, ou “substância negra”. Essas células são responsáveis pela produção de dopamina.

Com a falta de dopamina, os neurônios progressivamente perdem a capacidade de comunicação, e causam sintomas como rigidez muscular, lentidão, demência, e os tão característicos tremores.

Mas, de acordo com os pesquisadores, antes da manifestação física mais intensa da doença, outros sintomas podem ser verificados, como por exemplo: mudanças na respiração.

Esse achado clínico já havia sido apresentado em 1817, por James Parkinson, responsável por descrever a doença.

Pensando nisso, os cientistas desenvolveram uma tecnologia capaz de mapear os padrões respiratórios de pacientes enquanto dormiam.

Com um aparelho parecido com um modem de internet, ondas de rádio são emitidas, e fazem um mapeamento do ambiente. Essas ondas conseguem identificar os padrões respiratórios dos pacientes, e enviam os dados, alimentando uma inteligência artificial (IA).

Com a programação, a IA passou a distinguir, não somente quais pessoas apresentavam padrão respiratório característico da doença, mas também a gravidade da manifestação.

Essa técnica não invasiva, foi capaz de coletar os dados de 7.671 pessoas, sendo que 757, tinham a doença. Os demais foram utilizados como grupo de controle.

De acordo com os pesquisadores, a IA será uma excelente ferramenta para o diagnóstico precoce da doença. Eles afirmam que o uso da IA no manejo das doenças crônicas pode garantir, no futuro, tratamentos mais eficazes, melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas.
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