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Apenas um por cento dos estudantes frequentam cursos de pós-graduação

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Segundo a ministra do sector, Maria Bragança do Rosário Sambo, este é um indicador que mostra que se precisa percorrer um longo caminho, porque para um país ter universidades no raking não pode ter apenas esta percentagem de estudantes em cursos de pós-graduação.

Dados disponíveis indicam que o país tem mais de 70 instituições do ensino superior onde estão matriculados 320 mil estudantes.

Acrescentou que os dados são resultado de dois estudos da situação da pós-graduação em Angola, feitos em 2020.

Foram auscultados estudantes e empresas para saber da percepção que têm da oferta que lhes chega pelo ensino superior e as reais necessidades dos diferentes sectores económicos, para melhorar a qualidade da diferenciação do ensino superior, através da pós-graduação seja por mestrado, doutoramento ou especialização.

Outro elemento tem a ver com a posição das mulheres e pessoas com deficiência ao nível da pós-graduação onde se nota ainda a falta de inclusão, bem como a proactividade das instituições do ensino superior que precisa melhorar, referiu a governante.

O estudo indica que maior oferta de cursos de mestrado e doutoramento está no ensino público, com maior concentração na capital do país, apesar da expansão da rede de instituições do ensino superior em todo o país.

Outro item tem a ver com as áreas com mais cursos de pós-graduação que são as Ciências Sociais, Comércio e Direito com 36 por cento, Educação com 23,3 por cento, Saúde e Protecção social com 12 por cento, enquanto as áreas com menos são a da agricultura com 4%, Engenharia, Industria de transformação e Produção com 8% e Artes e Letras igualmente com 8%.

Por sua vez, a chefe adjunta da União Europeia, Isabel Emerson, destacou o estudo sobre os sectores económicos prioritários para a criação de cursos de pós-graduação que vão elevar o desenvolvimento do país, estreitando laços entre as universidades e as empresas.

Já o chefe da cooperação da Embaixada de França em Angola, René Quirim ressaltou o apoio do seu país no domínio da educação com a finalidade de obter os melhores resultados possíveis para  a qualidade do ensino superior, fruto do acordo bilateral assinado em 2014.

A apresentação dos resultados decorreu no âmbito das celebrações dos 60 anos do ensino superior em Angola e Moçambique, que terá o ponto alto em Maputo de 29 de Junho a 1 de Julho próximo, bem como do programa de apoio ao ensino superior UNI.AO, financiado pela União Europeia, com um montante de 13 milhões de euros, através da produção de conhecimentos e na promoção da inovação.

É implementado pela agência de cooperação técnica francesa Expertise France e teve início em Dezembro de 2019, sendo estendido até 2024.

Através da criação de novos cursos de pós-graduação, fundos para investigação e capacitações em áreas relevantes, o UNI.AO pretende contribuir para a formação de quadros especializados para enfrentar os desafios actuais e futuros do País.

As actividades do UNI.AO mostram plena consonância com a estratégia “Angola 2025”, o “Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022”, o “Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ)” e as prioridades estabelecidas no “Programa Indicativo Nacional 2014-2020”, bem como no acordo de cooperação intitulado “Caminho Conjunto Angola-União Europeia”, no qual o ensino superior foi identificado como área prioritária.

ANGOP

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