Início Ensino Superior Briga entre tutores durante as defesas está a prejudicar os estudantes.

Briga entre tutores durante as defesas está a prejudicar os estudantes.

Joaquim Costa Caiombo -Líder associativo.

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A falta de profissionalismo, ética e deontologia entre os professores, tutores e presidentes das bancas no acto das defesas de fim de curso para obtenção do grau de licenciatura nas instituições de ensino superior está a afectar e prejudicar a vida dos jovens estudantes angolanos.

 

 Nos últimos tempos, as defesas de monografias tem sido um campo de batalha e demonstração de títulos e vingança entre os profissionais de nível superior nas universidades privadas.  

 

Lamentavelmente, os estudantes têm recebido o resultado dos conflitos entre professores no acto das defesas. Recomenda-se que haja maior rigor e  fiscalização por parte dos gestores das instituições de ensino superior.

 

Há uma banalização total no momento solene da defesa de fim de curso , momento que requer todo respeito e cuidado. Vemos que os profissionais não obedecem e banalizam o momento mais importante do estudante.

 

Não se admite que no acto da defesa, o presidente da mesa atenda o telefone em plena defesa. Não se admite que em plena defesa, o júri vá a casa de banho. Como é possível o estudante em pleno gozo do seu tempo ser obrigado a  apressar a apresentação porque dentro de minutos o júri terá outra defesa?

 

Como é possível um professor ter por dia mais de cinco  bancas ? Está sendo banalizada a ciência.

 

As monografias estão sem qualidade, basta ser orientando de um professor ou chefe influente para passar e ninguém deve reprovar o trabalho porque é do chefe de um devido departamento ou Faculdades.

 

Os estudantes estão sendo humilhados nas defesas por causa das reavaliações entre os membros da banca e o professor.

 

Quando um professor repreende um trabalho científico de um outro professor, o mesmo sente-se humilhado e espera encontrar o outro professor numa defesa onde ele é presidente ou vogal propositadamente vinga-se do passado .

 

Desta feita como vamos mudar a qualidade de ensino em Angola?

Poucas são as instituições e muitos são os profissionais que promovem a desorganização de todo um sistema, mas há uma responsabilidade dos gestores investigarem e fiscalizarem para o bem de todos os formandos e para uma nação desenvolvida cientificamente.

 

Precisamos mudar esse paradigma e optar pelo profissionalismo nas instituições de ensino,pois não há respeito à ciência e aos estudantes, não há cumprimento nos horários das defesas, as defesas são marcadas de acordo com a vontade laboral dos professores sem obedecer os princípios didáticos e pedagógicos, é reprimível uma defesa de fim de curso ser realizada às 19h, é reprimível uma defesa de fim de curso se marcar no sábado de acordo com a vontade da banca e do tutor.

 

E para piorar, na maioria das vezes as notas não são justas , os estudantes que de facto mereciam nota excelente tendo em conta a sua apresentação não as recebem e os que recebem boas notas não apresentam com qualidade a sua defesa.

Há uma total falta de ética e profissionalismo por parte de muitos profissionais ligados à educação no ensino superior no acto das defesas de monografia. Na ciência não há amiguismo muito menos troca de favor.

 Há profissionais que precisam entrar num processo disciplinar, quiça afastá-los.

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