Início Ensino Superior Investigação Científica: Descobertas 43 espécies de plantas raras em Angola

Investigação Científica: Descobertas 43 espécies de plantas raras em Angola

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Investigação científica em matéria de biodiversidade decorre há cerca de dez anos na região © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro – Huíla
Investigação científica em matéria de biodiversidade decorre há cerca de dez anos na região © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro – Huíla

Investigação científica realizada por cientistas afectos à Universidade de Hamburgo (Alemanha) e do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) defendem a conservação do local e a divulgação do achado

Cientistas da Universidade de Hamburgo (Alemanha) e do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), na Huíla, deram a conhecer, no final de semana, a descoberta de 43 espécies de plantas raras na Fenda da Tundavala, arredores da cidade do Lubango, na sequência de investigações científicas em matéria de biodiversidade, em curso há cerca de dez anos.

O projecto está inserido nas acções do Centro de Serviços Científicos da África Austral para as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL), em curso desde 2013.

O coordenador do projecto, Manfred Fincky, que prestou a informação, ao Jornal de Angola, disse que, das 43 espécies identificadas na Fenda da Tundavala, duas foram descritas recentemente como novas espécies para a ciência, e, também, como novos registos para Angola.

Manfred Fincky, cientista alemão, disse que são espécies que só existem em Angola, concretamente na escarpa da Fenda da Tundavala. Defendeu a necessidade de se conservar a área, dada a sua raridade, pois, refere, a destruição dessas espécies e espaços vai causar, directamente, a destruição de outros seres vivos.

“Quando falamos de espécies endémicas, estamos a debruçar-se sobre aquelas que se encontram numa determinada região, talvez pelo clima, solo ou outros factores”, esclareceu, acrescentando que, no caso específico, são espécies que só existem na região da Fenda da Tundavala.

O cientista esclareceu que o projecto SASSCAL está a ser desenvolvido pela Alemanha e por cinco países da África Austral (Angola, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Botswana).
Informou que, para o caso da Huíla, o projecto está a ser desenvolvido em conjunto com a área científica do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED).

Manfred Fincky destacou a importância do estudo que permitiu a identificação e conhecimento das espécies.
O coordenador do projecto salientou que existe uma convenção internacional para a conservação da biodiversidade, na qual Angola faz parte, permitindo o conhecimento da biodiversidade do país.
De acordo com o cientista, a destruição da Tundavala pode, também, influenciar no aquecimento global ou clima.

Disse que, além da descoberta das plantas, está-se a efectuar, igualmente, estudos sobre os factores que ocorrem para possibilitar a existência das mesmas espécies.
Salientou que há a necessidade da divulgação, para que outras partes do mundo tenham conhecimentos dessas espécies raras.

Com o projecto, informou, está a ser possível descobrir e identificar novas espécies, que só existem em Angola, e trabalhar em acções que visam a sua conservação.
Defendeu a necessidade de conservação e divulgação do potencial das diversas áreas, como a da Fenda da Tundavala.

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