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Ministério do ensino superior e professores continuam sem acordo

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Um mês depois da paralisação das aulas nas instituições do Ensino Superior público, o Ministério do Ensino Superior Ciência Tecnologia e Inovação e o Sindicato dos Professores continuam sem chegar a um acordo em relação à data do retorno das actividades lectivas.

Essa informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, durante um encontro com líderes de associações estudantis.

Explicou que as negociações com o Sindicato dos Professores do Ensino Superior estão a decorrer com intermitência, uma vez que, no passado dia 28 de Janeiro, o Ministério apresentou as razões que impedem o cumprimento das reivindicações salariais, mas salientou que as reacções da outra parte não foram boas.

“Neste momento, as negociações estão paradas, podendo ser retomadas apenas quando o Ministério tiver algum desenvolvimentos no que toca às matérias salarias”, frisou Eugénio Silva.

Apesar desse impasse, o secretário de Estado garante que o Ministério está atento às preocupações apresentadas pelo Sindicato. Por isso, pediu um pouco de mais compreensão, paciência e racionalidade na tomada de decisões por parte dos professores, tendo em conta que a greve não afecta apenas a vida dos estudantes mas, também, a gestão das instituições e o dia-a-dia dos próprios docentes.

Ontem, durante três horas, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Silva, esteve reunido com os líderes das associações estudantis, com vista a ouvir deles algumas preocupações relacionadas com a greve dos professores.

Das preocupações apresentadas, constam os efeitos da greve no cumprimento do calendário académico e na realização de actividades dessas associações, além da falta de docentes em muitas unidades orgânicas das Universidade Agostinho Neto (UAN) e da Universidade de Luanda.

Eugénio Silva referiu que essas questões já estão a receber tratamento adequado quer pela reitoria da UAN, quer pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, no sentido de se encontrar uma alternativa, enquanto se aguarda a abertura do concurso público de admissão de novos docentes para a carreira universitária.

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