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Acordo entre farmacêuticas facilita acesso a medicamento anti-covid-19 a países pobres

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Um acordo abrangente foi assinado nesta quinta-feira 20 de Janeiro com a Medicines Patent Pool (MPP), organizUmação de saúde pública apoiada pela ONU, para dar acesso a 105 países de baixo e médio rendimento ao comprimido anti-covid-19 do grupo farmacêutico Merck,noticiou a Lusa.

 Acordo facilita acesso a medicamento anti-covid-19 a países pobres
Covid-19: Acordo facilita acesso a medicamento anti-covid-19 a países pobres




Segundo um comunicado da MPP citado pela lusa, várias dezenas de fabricantes de medicamentos genéricos assinaram o acordo.

“É um passo fundamental para o acesso universal a tratamentos contra a covid-19 extremamente necessários, e estamos confiantes (…) em que esses tratamentos tão aguardados estarão rapidamente disponíveis em países de baixo e médio rendimento”, declarou o director executivo da MPP, Charles Gore, citado no comunicado.

O contrato assinado com 27 empresas de todo o mundo surge na sequência do acordo de licenciamento voluntário assinado com a Merck em Outubro de 2021 para facilitar o acesso global, a um preço acessível, ao molnupiravir, o medicamento antiviral oral experimental contra a covid-19 desenvolvido pelo grupo farmacêutico norte-americano, precisou a MPP.




O acordo dá às empresas abrangidas, que cumprem os rígidos critérios da MPP, a autorização para produzir quer os ingredientes, quer o próprio medicamento.

Cinco empresas vão concentrar-se no fabrico dos ingredientes, 13 produzirão ingredientes e produto final e nove apenas o medicamento.

Essas empresas estão sediadas em 11 países: Bangladesh, China, Egipto, Jordânia, Índia, Indonésia, Quénia, Paquistão, África do Sul, Coreia do Sul e Vietname.

Em meados de Novembro de 2021, a gigante farmacêutica Pfizer anunciou um acordo semelhante com a MPP, que permitia aos fabricantes de medicamentos genéricos licenciados fornecer o novo medicamento em associação com o ritonavir (um medicamento utilizado contra o vírus da sida) a 95 países, cobrindo até cerca de 53% da população mundial.




O anúncio pela Merck e pela Pfizer destes tratamentos orais para a covid-19 traz muita esperança ao combate à pandemia que já fez mais de 5,5 milhões de mortos, segundo dados oficiais e, sem dúvida, muitos mais não-contabilizados.

Os dois antivirais atuam diminuindo a capacidade do vírus para se reproduzir, travando assim a doença. Fáceis de administrar, porque podem ser tomados em casa, estes tratamentos representam um complemento às vacinas, que são atualmente a forma mais eficaz de combater a covid-19.

O tratamento com molnupiravir e o tratamento da Pfizer, comercializado com o nome Paxlovid, devem ser feitos nos primeiros três a cinco dias seguintes à manifestação dos sintomas de doença.



Estes medicamentos são mais fáceis de produzir que as vacinas: não necessitam de uma cadeia de frio e podem ser tomados pelo doente na sua casa, embora o facto de deverem ser tomados rapidamente implique que haja testes disponíveis e que o diagnóstico seja confirmado por um médico.

De acordo com os mais recentes dados clínicos, o comprimido da Merck reduz o risco de hospitalização e de morte em 30% entre a população frágil – muito menos do que o laboratório tinha inicialmente anunciado.

O tratamento da Pfizer reduz esse risco em 90%, segundo os ensaios clínicos.

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