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Membros da família Tucker recebidos no Palácio Presidencial

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Três membros da família William Tucker, descendentes dos primeiros escravos angolanos que chegaram aos Estados Unidos de América, foram recebidos esta sexta-feira, 17 de Dezembro, pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial.

Membros da família Tucker recebidos no Palácio Presidencial
Membros da família Tucker recebidos no Palácio Presidencial

A visita a Angola dos três membros da família Tucker, nomeadamente Wanda Tucker, Carolita Cope e Vincent Tucker, acontece depois de terem mantido um encontro com o Presidente João Lourenço aquando da sua visita de trabalho a Washington DC, em Setembro deste ano.

Wanda Tucker, porta-voz do grupo, disse à saída da audiência que o encontro foi de extrema importância para eles, e que a visita ao país tem servido para adquirir conhecimentos sobre os seus antepassados.

“Ficamos retumbantemente alegres de termos tido este encontro com o Presidente da República, a pessoa que nos endereçou o convite para a nossa família poder vir cá. E viemos cá, no sentido de aprender, e aprendemos, na verdade, muito sobre este país, sobre a cultura. E mesmo assim, ainda há muito que aprender, mas na verdade conseguimos recolher muito conhecimento”, referiu.

Wanda Tucker disse ainda que se sentiram ligados aos seus ancestrais, com a oportunidade que tiveram de conhecer as suas famílias.

“Foi gratificante podermos voltar aqui e ver o país de origem dos nossos ancestrais, a nossa origem. Certamente, isso trás para nós uma nova e diferente identidade, porque há muitos afro-americanos que não têm esse privilegio”, realçou.

Para Caroline Cope, a sua alegria está no facto de ter conseguido aprender sobre a história de António Agostinho Neto, sobre do Rio Kwanza, e sobre o lugar onde partiam os navios que transportavam os seus ancestrais e o trajecto que faziam.

“Conseguimos recolher uma certa porção de sal que vamos levar como simbolo de termos estado aqui”, contou.

O povo angolano foi considerado um povo muito caloroso e hospitaleiro.

“Nós gostamos muito de ter tido encontros e conversas com anciãos, no sentido de podermos aprender a história real, o que está a acontecer aqui. Tudo isso veio enriquecer a nossa história como afro-descendentes”, acrescentou Caroline Cope.

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