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“A POBREZA É RELATIVA, A FOME É ABSOLUTA”

Por: Princesa da Kissama (The Kingdom)

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“A POBREZA É RELATIVA, A FOME É ABSOLUTA” – Frase alcunhada pelo Professor Ilan Kelman

Pesquisadores académicos, formuladores de políticas públicas e tratados internacionais, e profissionais de desenvolvimento têm debatido por décadas sobre o significado da pobreza e como ela pode ser reduzida, aliviada ou eliminada. Um tema que frequentemente surge nesses debates é o definir a pobreza.

A pobreza é relativa,a fome é absoluta
A pobreza é relativa,a fome é absoluta




As definições que envolvem medidas económicas ou financeiras são particularmente propensas a armadilhas. Pois suposições ocultas e geralmente falaciosas podem incluir a existência e o uso do dinheiro; a necessidade de adquirir consumíveis ou serviços; ou equiparar bens materiais e riqueza monetária com qualidade de vida.




Independentemente disso, uma convergência que ocorre com frequência é o consenso de que as pessoas são ricas ou pobres apenas em comparação com outras. Angolândia é pobre e Americalândia é rica. Matias Damásio é PobreUpgraded e Will Smith é rico-sofisticado. O pobre Angolano é absoluto e o pobre Americano é relativo.

Ou seja, a pobreza absoluta é por vezes difícil de descrever ou aceitar na realidade porque alguns pontos são óbvios e outros pontos são mais sutis. Embora exista pouca diferença entre grupos de diferentes classes de renda monetária, a pobreza quando relativa, talvez só tenha significado em um sentido comparativo.



A FOME, entretanto, é mais que uma meta de sobrevivência (filosófica, biológica), pois existem medidas absolutas que tornam a sobrevivência possível ou impossível.

Quer dizer que o metabolismo de cada pessoas varia. Porém todas pessoas necessitam taxas mínimas de ingestão de oxigênio, água e energia (luz do sol e comida) durante um período mínimo de tempo que são essenciais para sobreviver.



Considerando uma pessoa que vive no bairro realmente pobre e outra que vive em um condomínio luxuoso ou numa mansão de um bilionário, os valores necessários para oxigénio, água e comida, existem para ambos e estes valores estão substancialmente acima dos mínimos.

Consequentemente, comida e água estão associados a todos os sectores e ideais, como gestão de resíduos, escolhas, políticas, capacitação, habitação, justiça, direitos, comunidade, educação, dignidade e meios de subsistência.




MAS QUAL A DEFINIÇÃO DE FOME?

Aqui estão os termos-chave de algumas definições amplamente aceites:

1- A FOME é o sofrimento associado à falta de comida. O limite para a privação de comida é de menos de 1.800 calorias por dia.

2- A SUBNUTRIÇÃO vai além das calorias para significar deficiências de energia, proteína e ou vitaminas e minerais essenciais.

3- A DESNUTRIÇÃO se refere a desnutrição e a supernutrição (problemas com dietas desequilibradas).

4- A (IN)SEGURANÇA ALIMENTAR está relacionada a disponibilidade, acesso e utilização dos alimentos. Quando se tem disponibilidade e acesso adequados a alimentos seguros e nutritivos suficientes para manter uma vida activa e saudável, considera-se que há segura em relação à alimentação. Na falta disso chama-se INSEGURANÇA alimentar.



O QUE É QUE A FOME CAUSA?

Aceitar a pobreza como sendo um termo Relativo pode ser útil ou inútil. Em contraste, as pessoas morrem de desidratação e desnutrição porque a sede e a fome são ABSOLUTAS.

As pessoas também morrem de pobreza hídrica, pobreza alimentar e pobreza nutricional. Logo a fome está fortemente interligada à pobreza e envolve interações entre uma série de factores sociais, políticos, demográficos e sociais.




Pessoas que vivem na pobreza frequentemente enfrentam insegurança alimentar familiar, por falta de cuidados de saúde inadequados, vivem em ambientes inseguros com baixa ou sem acesso a água limpa e de qualidade, sem acesso ao saneamento e higiene, e sem acesso ou disponibilidade adequada de serviços de saúde e educação.



Todos estes são factores contribuintes para a fome. E Angolândia revê-se em todos.

Se o presidente-general da Angolândia, JeanLourant, não pode entender isso e nem pode se comunicar nesses termos, como é o típico, esperado e exigido de um Chefe de Estado, então o decretador de leis de Angolândia não só não apresenta sensibilidade humana, mas apresenta também incapacidade intelectual e técnica para governar um país “grande, belo e rico” onde tem lá dentro bwererere de pessoas humanas cidadãos.

“Fala-se de fome e os nossos adversários hoje acordam de manhã e a noite a cantar uma música: fome, fome, fome. A fome é sempre relativa. O país já tem muita produção de bens alimentares.” – Jean Lourant , 11/12/2021

João Manuel Gonçalves Lourenço, não dá para te respeitar e nem te considerar. Vais sentar em The Hague, por ti e pelo teu antecessor. Até lá.




REFERÊNCIAS

1- ONU Programa Mundial de Alimentação e Fome ( UN’s World Food Program and hunger).
2- Global Hunger Index do Instituto Pesquisa Internacional de Política Alimentar.
3- Fome Zero: Objectivo número 2 dos Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
4- Banco Mundial Definição da Fome.
5- Ilan Kelman, Professor de Desastres e Saúde, Londres, UK.

FOTO-
1-Sergio Piçarra, (metade do cartoon em “Mankiko o imbumbavel”), 11/2019.
2- Fair Use – pesquisa imagens Google: Prato Vazio.



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