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Bienal de Luanda: de 27 á 30 de Novembro

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Luanda acolhe de 27 a 30 de Novembro, a Bienal de Luanda 2021, um fórum internacional pan-africano para a cultura da paz, organizado pela UNESCO, União Africana (UA) e Governo de Angola.

O evento irá reunir vários Chefes de Estado, parceiros e conferencistas internacionais, e mais de 100 jovens líderes africanos, visa promover a prevenção da violência e da resolução de conflitos, incentivando o intercâmbio cultural em África e o diálogo entre gerações.

Durante quatro dias, haverá um diálogo intergeracional de líderes e jovens africanos, fóruns temáticos de boas práticas, lançamento de aliança de parceiros para uma cultura de paz, um festival cultural, entre outras atracções.

Segundo o coordenador internacional da Bienal de Luanda,Vincenzo Fazzino, o evento irá privilegiar o diálogo com a juventude.

Na conferência de imprensa de apresentação do evento realizada ontem no Centro de imprensa Aníbal de Melo, Vincenzo Fazzino,apresentou os eixos de discussão na bienal.

“O primeiro eixo, o de diálogo intergeracional, mostra a importância que a juventude tem na construção de uma cultura de paz. Por isso, criamos condições para que representantes da juventude de todos os países africanos, dois jovens em cada país, uma mulher e um homem, possam participar virtualmente na Bienal”, disse o coordenador, esclarecendo que, no total, virão 10 jovens para representar esta comunidade de mais de 120 durante o diálogo central.

Vincenzo Fazzino realçou que a Bienal não é só evento pontual, mas um processo que ajuda a construir iniciativas concretas que vão dar resultados concretos a nível das populações dos diferentes países africanos, como a criação de uma aliança de parceiros, que é a principal inovação desta segunda edição da Bienal de Luanda.

A Aliança de Parceiros, explicou, vai desenvolver um número de iniciativas emblemáticas a partir dos quatros âmbitos temáticos, nomeadamente cultura, juventude, diáspora e recursos marinhos, bem como desenvolver projectos concretos no continente africano, com a participação de representantes de parceiros a nível governamental, intergovernamental, sociedade civil, comunidade artística e científica, e de personalidades individuais.

O embaixador Sita José, coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, disse que apesar dos desafios da pandemia, o Governo angolano conseguiu elaborar um programa presencial e também virtual para os quatro dias, inteiramente transmitido na “Biennale TV”, acessível livremente a partir do “site” da Bienal, com interpretação em inglês, francês e português.

Sita José deu a conhecer igualmente que os actos oficiais da Bienal vão decorrer em três espaços físicos. O Hotel Intercontinental vai albergar a cerimónia de abertura, que envolverá Chefes de Estado, o Arquivo Histórico Nacional acolherá as sessões temáticas e o Museu de História Militar será palco do festival de cultura e da cerimónia de encerramento.

Durante a Bienal, haverá ainda uma declaração conjunta das comunidades económicas regionais que vão integrar o órgão de gestão da Bienal de Luanda.

“Com este acto, os presidentes ou secretários-gerais das comunidades económicas regionais passarão a participar dos órgãos de decisão da gestão da Bienal de Luanda, participar dos órgãos de supervisão e monitoramento de implementação do plano de acção para 2022 – 2023, e terão também o papel de mobilizar parceiros”, esclareceu.

A primeira edição da Bienal de Luanda realizou-se de 18 a 22 de Setembro de 2019.

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