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REPENSANDO ÁFRICA II

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Sem reserva, se pode dizer que segundo vários historiadores do mundo a Universidade de Timbuktu no Mali, é possivelmente, a primeira universidade a ser constituída a nível do mundo, criada antes do século XII em plena África. Vide a figura a baixo.

Reza a história que muitos pensadores de renome mundial tiveram o privilégio de estudar nas Universidades africanas. Apesar deste legado histórico, hoje maior parte dos africanos, por variadíssimas razões almejam e tudo fazem para estudar fora de África, nas Universidades europeias e americanas, porque não se deu continuidade de “Timbuktu” parece haver em África descontinuidade na investigação e produção de conhecimento.

Uma vez que todas as profissões dependem do professor, aquele que ensina e instrui, hoje África em muitos aspectos, quase que em todas as áreas de atuação possui quadros em subaproveitamento e outros mal formados.
De notar que onde foi erguida a primeira universidade do mundo, hoje as populações ao seu redor vivem extrema pobreza. Se estar no “berço” pressupõe não andar, é preferível distanciar-se do “berço” nem que seja para estar no luando, desde que haja possibilidade e condições para andar.

A África não é, e não pode ser só de pessoas que “pilham” o erário público dos países e deixam a maioria da população na extrema miséria. Temos de repensar nossa África.
Temos plena convicção que num passado muito recente, e “mesmo agora” interpoladamente produz bons filhos. Que pensaram África em sua verdadeira dimensão ideológica africana. Onde está as ideias destes bons filhos de África? De lembra:

Léopold Sédar Senghor, filósofo e presidente do Senegal
Nascido em 1906, Senghor estudou na Sorbonne, de Paris, e foi a primeira pessoa do continente a completar uma licenciatura na universidade parisiense. Segundo consta, foi um dos responsáveis por desenvolver o conceito de negritude e um movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto que a cultura europeia teve nas tradições do continente. Em 1960, o Senegal foi proclamado independente muito graças ao apelo que Senghor dirigiu ao então presidente francês, Charles de Gaulle. Ele foi então eleito presidente da República do Senegal, cargo que ocupou até 1980. Senghor morreu em 20 de dezembro de 2001, aos 95 anos, na França.

Cheikh Anta Diop é um antropólogo e historiador senegalês que estudou as origens dos “humanos” e a cultura da África pré-colonial é tido como um dos maiores pensadores africanos do século XX. Foi um dos responsáveis por contestar a ideia de que a cultura africana é baseada mais na emoção do que na lógica, mostrando que o Antigo Egito estava inserido na cultura africana e deu grandes contribuições para a ciência, arquitetura e filosofia, isto é indiscutível. Diop viveu entre 1923 e 1986.
No que concerne a política, vemos alguns presidente de república em cadeira de rodas, outros a cambalear, sem se quer conseguir se colocar em pé, apoiando-se em “bengala” para marcar passos, passos muito tímido. E contudo, podemos perceber que já não tem nada a oferecer à Nação, ao povo, porém, não larga o poder. Uns ainda foram mais longe dizendo “somente Deus poderia tirar-lho do poder”, ou seja, somente a morte far-lhe-ia deixar o cargo de presidente. Mas, foi mesmo estas ideologias e apetência ao poder que norteou o pensamento dos Pais das independências e a vida de grandes Monarcas africanos? A apetência e anseio pelo poder, capaz de eliminar os seus oponentes e governar somente para açambarcar o erário público?

Ao olhar para o Reino do Kongo,- “Imperio do Kongo” observamos que geograficamente era um Império com um território tão extenso que abarcava vários países, apesar da sua extensão geográfica, a a administração do reino adoptou procedimentos de gestão o qual permitia que as instituições funcionassem em pleno. Se tem dito que quando os europeus chegaram ao Reino no final do Século XV avistaram com um Governo Monárquico Africano com uma base cultural étnica bantu, organização e funcionamento do Governo de excelência, a qual comparavam com a “Antiga Grécia”. A política, religião, economia e comércio funcionava plenamente de acordo aos anseios dos cidadãos.
É estranho e triste pensar que já na altura havia organização a este nível e hoje em pleno século XXI, era da “doutoromaninha” e diplomas, ainda discutisse em como dar solução à problemas básicos como o “lixo”, combate a malaria, etc? como é possível uma única pessoas a quartar outros cidadãos o acesso a riqueza e bens da Nação? E apoderar-se de uma soma em dinheiro altíssimo, guardados em malas de viagem em sua casa? Isto é caso para dizer, é uma vergonha para a África e para os africanos na diáspora perante os “mundele”. Isto não é, seguramente a forma de honrar àqueles que lutaram e derramaram sangue para que hoje a África fosse independente.

Em síntese pensamos que é urgente os africanos começarem a repensar à África que foi idealizado pelos grandes Monarcas, conhecedores da sabedoria autóctone e pelos pais das independências africanas, África não se deve resumir à fome e miséria estrema. É o “berço” cultural e científico da humanidade. É também um espaço filosófico onde originariamente estar bem socialmente se resumia rigorosamente em ver o outro bem à todos os níveis.

Eis o momento de se repensar sobre o legado que nossa geração tenciona deixar às gerações vindouras.

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