Nós últimos dias,dezenas de angolanos morreram e mais de duas centenas foram interditados devido ao surto de malária que assola o país há anos, mais que nos últimos dias atingiu ganhou alguma atenção das autoridades sanitárias, devido ao destaque que o assunto tem tido na imprensa e nas redes sociais.

Há muitos angolanos a morrerem, com as crianças entre as principais vítimas de uma doença que devia nos envegonhar, pois a malária é causada pelas políticas públicas falhadas no saneamento básico e na saúde só para citar essas.

A malária devia nos envergonhar, pois ” é uma doença dos sujos” e é igualmente um certificado de má governação para o partido no poder, que devia seguir o exemplo de Cabo Verde que há três anos consecutivos não tem nenhum caso de malária autotene registado.



No ano passado, logo após a confirmação dos primeiros casos de Covid-19, o governo decretou de imediato o ” Estado de Emergência” para poder controlar a situação. E na mesma semana, a Comissão Multi-sectorial que havia sido criada já, antes mesmo de termos casos de Covid-19 no país, passou a actualizar diariamente os dados da Covid-19 no país, ou seja, quantos infectados, quantos mortos, quantos em quarentena, quantos internados entre outros dados.

Para quando o ” Estado de Calamidade pública por causa da malária que diariamente mata mais de 100 angolanos em todo país? Para quando uma comissão Multi-sectorial para o combate a malária? Para quando as conferências de imprensa diárias com as actualizações dos dados da malária, para sabermos quantos infectados, quantos recuperandos, quantos internados, quantos mortos, quantos em estado crítico entre outros dados?

Pensamos que não a Covid-19 deve ter a atenção que tem,mas as outras doenças como a malária que é do conhecimento de todos, é a principal causa de morte no país, deviam ter uma outra abordagem por parte do governo, o que exigiria além de um investimento para curar os doentes, a melhoria no saneamento básico.

Mais quantos angolanos precisam morrer, para ser decretado pelo governo a situação de calamidade pública que já é mais que calamitosa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui