O Ambientalista e Secretário Geral da Associação Nação Verdade António Goveia Fortes, defende não ser de todo mau que se explore petróleo em zonas de conservação da biodiversidade, desde que, se use tecnologia de ponta e menos poluidora.

A afirmação foi feita durante uma breve entrevista a margem do dia mundial da biodiversidade ontem celebrado consedida em exclusivo ao Jornal da Ciência.

Jornal da Ciência:

António Gouveia hoje é o dia mundial da biodiversidade, o que tem a dizer sobre a data?

António Gouveia Fortes:

Hoje é um dia especial para todos e de forma especial para os amantes dos encantos que a mãe natureza nos proporciona, por ser o dia da diversidade biológica.

Essa data deve servir para reflexão sobre as nossas acções no ambiente, de formas a mitigar os riscos inerentes a extinção ou redução das diversas espécies de seres vivos existentes na natureza.

Temos que reconhecer que as nossas acções ainda estão muito distantes do equilíbrio ambiental que se pretende e se fala constantemente. Neste quesito, o Estado e a Sociedade devem imprimir mais esforços para melhorar a relação o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento Ambiental. A busca constante de recursos minerais, florestais e outros, associados ao crescimento descuido de zonas agrícolas, tem causado graves problemas ao ambiente. Não podemos dizer que não se exploram os recursos, mas essa exploração deve ser seguida de restauração, reflorestação e reposição do espaço explorado, de formas a garantirmos um equilíbrio ambiental (Desenvolvimento Sustentável)

Jornal da Ciência:
Como anda a biodiversidade angolana?

António Gouveia Fortes:

Em Angola ainda temos muitos espaços invejáveis, com diversidades biológicas por se explorar, mas é necessário recordar que os expaços explorados ou em exploração, não têm sido devidamente aproveitados, porque muitas vezes não se cumpre o que está na lei.

Deve se criar um plano nacional de educação ambiental aplicável para todas as localidades, é importante que as pessoas saibam a importância da preservação da variedade dos seres vivos existentes. Ainda temos um longo caminho.

As reservas naturais, são zonas com grande potencial biológico e que constituem os pulmões ambientais.
Além da diversidade de animais, também encontrámos as plantas costeiras, que possibilitam a reprodução dos animais aquáticos, constituem-se como grandes opositores as estiagem, bem como, contribuem para a purificação do ar, absolvendo o dióxido de carbono e liberando o oxigénio através do processo da fotossíntese.

As reservas ambientais, deviam ser às últimas zonas a se pensar em degradar em função da importância que possuem nos processos que já mencionei.

Toda e qualquer actividade de prospecção de Hidrocarbonetos, gera resíduos e causa danos ao ambiente, portanto é necessário mensurar os impactes negativos e positivos, bem como a reflexão dessa acção na vida das comunidades. Temos que reconhecer que infelizmente temos muitas zonas ricas em recursos e pobres em desenvolvimento.

Jornal da Ciência:

O que tem a dizer sobre a possível exploração de petróleo numa zona como o Okavango?

António Gouveia Fortes:

Não é de todo mal que se explore o petróleo, mas é necessário que se utilize tecnologias de ponta(menos poluidora), pois sabemos que existem equipamentos e materiais que reduzem significativamente os impactes ambientais das acções de prospecção ou produção do Petróleo.

O Estado tem que pensar bem se é urgente que se faça essa exploração ou podem ser exploradas outras zonas, tudo isso, em função das necessidades do país.

O dia mundial da biodiversidade é uma data que foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), serve para a reflexão sobre os efeitos negativos causado pelo homem ao Meio ambiente.

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