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GOVERNANTES ANGOLANOS VACINADOS CONTRA COVID-19

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Membros do Governo, deputados, militares, entidades partidárias e religiosas, cidadãos da terceira idade e com comorbidades receberam a primeira dose da vacina contra a COVID-19 esta quinta-feira, 11 de Março, na cidade alta.

As pessoas chegam à zona de vacinação, num dos jardins da Cidade Alta, cumprem um processo de triagem, apanham a vacina, recebem um cartão comprovativo do procedimento efectuado, informações úteis sobre os prováveis efeitos colaterais da vacina e sobre a data da próxima dose, e, por fim, repousam por 15 minutos antes de abandonarem.

Em uma hora, 98 foram vacinadas contra a COVID-19.

A anciã Conceição Ferreira, de 94 anos, foi uma das que recebeu a primeira dose da vacina na manhã desta quinta-feira, que foi a sua primeira vez fora de casa, desde o surgimento da pandemia da COVID-19. Disse seguir à risca as recomendações dos filhos para sua própria protecção.

“Tive medo. Pensei que doía, afinal não dói. É um dever que eu vim fazer. Não posso ficar fora do ritmo”, disse Conceição Ferreira



O Cardeal, Dom Alexandre do Nascimento, também apanhou a vacina e disse que o acto mostra o sentido de responsabilidade das autoridades angolanas no combate à pandemia. Entretanto, pediu que seja reforçado o apelo para prevenção da doença, sobretudo às crianças e jovens. “Isso dá um certo conforto. Transmitam isso às crianças e jovens”.

O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, também apanhou a primeira dose da vacina Astrazeneca, o ex-líder da UNITA Isaías Samakuva, bem como o político do MPLA, Roberto de Almeida, que apelou aos angolanos a corresponder ao chamamento do Ministério da Saúde sem qualquer receio. “É dever de todos nós e não devemos ficar atrás”, reforçou.



O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, também vacinado, destacou o papel da comunicação social na mobilização e sensibilização das populações para a prevenção e combate à COVID-19, e anunciou a existência de um plano de comunicação que visa sensibilizar todos os angolanos à vacinação.

“Incentivamos todos os cidadãos a participarem desse processo porque só assim conseguiremos atingir a imunidade de grupo e voltarmos a nossa nova vida normal”, apelou o ministro Manuel Homem.

À vacinação, na Cidade Alta, foi também a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, que enalteceu todo o trabalho desempenhado pelo Governo angolano para o corte da propagação do coronavírus, desde o surgimento da pandemia no país, e apelou à população a não perder essa “soberana oportunidade” de ser vacinada.



O deputado da FNLA, Lucas Ngonda, depois de tomar a vacina disse que estava a espera deste momento e que sente segurança no processo, porque as vacinas passam por instituições científicas, internacionalmente reconhecidas, pelo que “não há motivos para receios”.

“A grande preocupação agora é saber se haverá vacinas em número suficiente para atingir todo povo”, referiu o deputado.

A directora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, disse que que a adesão foi boa, sobretudo por parte de pessoas idosas. Ressaltou a importância da inscrição prévia para a vacinação, de modo a facilitar o controlo dos cidadãos vacinados nesta primeira fase e o seu acesso à segunda fase, prevista para o mês de Maio.

“Todo cidadão que fizer a primeira dose, quando for altura da segunda dose, vai receber uma mensagem”, garantiu a directora nacional que também foi vacinada.

Sobre as possíveis reacções da vacina, disse ser normal que algumas pessoas possam ter febre, dor no corpo e algum mal-estar.

“Até agora o país não registou qualquer efeito adverso e estamos a acompanhar tudo para comunicar à OMS, mas até ao momento não notificamos nenhum caso”.

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