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    Sindicato dos Professores vai exigir a valorização do tempo de serviço em 2021

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    O Secretariado Nacional do SINPROF vai retomar imediatamente as negociações do Caderno Reivindicativo suspensas por força da pandemia, com a valorização do tempo de serviço no centro das atenções, segundo Guilherme Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Professores de Angola, na mensagem de fim de ano endereçada aos professores nesta quarta-feira dia 30 de Dezembro.

    Segundo o mesmo, todos os meios constitucionais e legais serão usados, para exigir a valorização do tempo de serviço dos professores e outros direitos que constam do caderno reivindicativo. Lamentou o facto de esse ano, muitos professores terem ido a reforma, muitos de forma compulsiva, ganhando ainda míseros salários.

    O mesmo líder sindical, disse ser o débil investimento no sector da educação, é o principal responsável pelas escolas com as necessidades mais básicas, onde falta de tudo.

    Segundo aquele Guilherme Silva, vivemos tempos bastante difíceis e desafiadores durante o ano, na medida em que a nossa capacidade de imaginação e de reinvenção foram colocadas à prova, no sentido de encontrar as melhores alternativas tendentes a contornar os efeitos nefastos provocados pela pandemia da Covid-19.

    A Covid 19 segundo Guilherme Silva, colocou á prova o nosso sistema de Educação e Ensino foi e as suas debilidades ficaram evidentes, o que demonstrou que, ” o descaso com a Educação resultante de um fraco investimento neste importante sector, é o grande responsável por termos escolas com carência de tudo, até mesmo o básico, e faz com que a qualidade que daí resulta continue a ser questionada por boa parte da nossa sociedade. É nossa missão lutar para reverter esse estado de coisas”. Disse.

    Guilherme Silva lamentou pelo facto
    de as escolas mesmo depois de três meses continuarem sem os meios de bissegurança muito que o Ministério da Educação prometeu que estariam disponíveis em todas as escolas do país.

    Para o presidente do Síndicato dos Professores angolanos ” é fundamental que se preste maior atenção a primeira infância e aos primeiros anos de escolaridade da criança, por ser a base de todo um sistema que se quer alicerçado em bases sólidas. Preocupa-nos, por isso, o facto das crianças do Ensino primário continuarem sem um atentimento digno deste nome”.

    Quanto as tele e rádio aulas, Guilherme Silva diz ser ” uma iniciativa louvável encontrada para contornar a paralização das aulas, estão longe de abranger a todas as crianças, pelo conjunto de dificuldades sobejamente conhecidas. É importante sublinhar que mesmo nas localidades onde elas são abrangentes, a falta de luz eléctrica ou de meios que garantam o seu acesso ou ainda a indisponibilidade dos pais, engajados nas tarefas do dia-a-dia, constituem-se no grande obstâculo para a sua efectiva concretização. Por outro lado, existe um grupo considerável de crianças que não tem acesso às tele e rádio aulas, pelo facto do sinal de rádio e televisão continuar a não chegar às comunidades onde habitam”.

    O sindicalista encorajou os professores a sairem da sua zona de conforto para irem ao encontro das crianças nas suas zonas de residência, trabalhando com pequenos grupos, por forma a não se negligenciar o direito que as crianças têm de serem assistidas em igualdade de circunstâncias que os adultos.

    Apesar das dificuldades e limitações impostas pela Covid -19, o Sindicato dos professores, Desenvolveu diversas acções formativas, com destaques para o projecto que formou 60 professores em ténicas de laboratório de Biologia, sengundo Guilherme Silva.
    Foram igualmente formados em parceria com a Rede Educacional de Portugal aproximadamente 1000 professores na modalidade de Ensino à Distância e Metodologias activas.

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