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Ana Dias Lourenço lança Dikota E_6.0

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A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, lançou, nesta sexta-feira, a plataforma “Dikota E_6.0″ para a valorização dos mais velhos e ajudar a empoderar os jovens

Primeira Dama da República

Ao proceder ao lançamento da plataforma, Ana Dias Lourenço esclareceu que a mesma tem a missão de criar um “antes” e um “depois”, para que a geração mais nova possa começar a olhar para os cidadãos com mais de 60 anos de forma diferente, como uma mais-valia para as suas iniciativas e para o seu amadurecimento.

O que se pretende, disse, é que os caminhos do saber e da aprendizagem sejam feitos juntos, num contexto de diálogo de gerações. “A intergeracionalidade é um veículo importantíssimo para a criação e manutenção do espírito de comunidade, valorização da família e da entreajuda”, considerou.

Para a Primeira-Dama, não são só os mais velhos que precisam e recebem apoio, mas eles também se tornam essenciais para a educação e apoio às crianças e jovens, acrescentando bem-estar à sua família e comunidade e, por sua vez, ganhando em dignidade, dinamismo e auto-estima”, disse.

A “Dikota E_6.0”, segundo Ana Dias Lourenço, é uma plataforma de estratégias multidisciplinar, pensada para construir uma sociedade inclusiva e será transversal aos vários sectores da sociedade, independentemente de graus académicos, meios sociais, culturais ou escolares.

Garantiu que, nesta plataforma, todos terão oportunidade de transmitir o que são e o que sabem para os que querem crescer e aprender e nela o acesso ao conhecimento estará mais disponível e será personalizado. A Primeira-Dama da República acredita que o projecto irá criar raízes e deixar marcas na sociedade.

“É um projecto abrangente, une o passado, o presente e o futuro”, sublinhou, acrescentando que a “Dikota E_6.0” é uma plataforma de esperança, dignidade, valores, cidadania e de encontro inter-geracional. “Desenvolvemos uma plataforma de construção do futuro, mas assente no nosso passado e nas nossas pessoas”, insistiu.

Para mentora do projecto, Angola não pode desperdiçar os melhores ensinamentos do passado. “Hoje é chegado o momento de as gerações mais velhas darem as mãos aos mais jovens para que, juntos, construamos uma sociedade mais justa e inclusiva para todos os angolanos”, defendeu.
Aumento da esperança média de vida

A Primeira-Dama da República destacou as “profundas transformações democráticas” em Angola, caracterizadas pelo aumento da esperança média de vida, que passou de 44 anos, em 2014, para 60 anos, em 2020. Para Ana Dias Lourenço, o aumento da esperança média de vida é um ganho social extraordinário e um sinal da tendência positiva dos indicadores económicos e sociais, mas representa, também, um desafio para encararmos os mais velhos de maneira diferente.

“As pessoas vivem mais e têm de viver melhor. Uma sociedade mais madura não tem de ser apenas uma sociedade caracterizada pela maior idade, deve ser, sim, uma sociedade com um maior capital de experiência”, defendeu. A Primeira-Dama da República reconheceu a importância de responder às inquietações sobre a protecção e valorização dos mais velhos, indo além da legislação vigente e dos esforços do Executivo, “razão pela qual valorizamos o projecto ‘Jango de valores’, do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, criado com o objectivo de sensibilizar as famílias para a importância das pessoas mais velhas”

Valorizar os mais velhos
A intenção da plataforma, segundo Ana Dias Lourenço, é, também, valorizar os mais velhos que lutaram pela liberdade de Angola e pela união dos angolanos, além dos que trabalharam e trabalham para a construção de um país próspero e desenvolvido.

“Estes não são velhos; são os guardiões da nossa identidade, os homens e mulheres que empunharam a bandeira da liberdade, que tantas vezes sacrificaram a sua juventude por um bem maior, pelo amor ao seu País e ao seu Povo”, considerou.

Ana Dias Lourenço pediu aos mais velhos para conduzirem os mais jovens e os ajude a superarem os obstáculos e a evitarem erros. “A pedra basilar da plataforma assenta na valorização do ser, saber e das experiências acumuladas pelos nossos seniores e na aquisição de novas aprendizagens e conhecimentos por parte dos jovens”, afirmou.

Defendeu que os jovens têm de aprender a reconhecer e a respeitar a sabedoria que resulta da experiência acumulada dos mais velhos e saber aproveitá-la em seu benefício, poupando-se a experiências mal sucedidas e a desaires na vida pessoal e profissional.

Os mais velhos, por sua vez têm de estar disponíveis para os novos ensinamentos, como por exemplo, no que toca ao avanço da tecnologia, acrescentou.

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