O russo Ivan Pavlov, marido de Sara que por sinal era uma excelente esposa, tinha o hábito esquisito de agredir verbalmente os seus assistentes e ficar deprimido sempre que houvesse um fracasso nas suas experiências no laboratório, mas quando a pesquisa fosse exitosa um outro hábito emergia sempre: com tanta alegria cumprimentava não só os assistentes, como também os cães.

O vencedor do Prémio Nobel da Medicina(1904), tornou-se referência em Psicologia com a sua célebre teoria do Condicionamento Clássico, teoria muito estudada para a compreensão da aprendizagem, foi produzida num laboratório aonde o autor procurou associar a carne ao som da campainha como estímulo para a salivação do cão como reacção. Repare a experiência:

1- Pavlov tocou a campainha( estímulo neutro) e o cão não insalivou( não houve resposta);

2- Colocou a carne ( estímulo incondicional) e o cão insalivou ( resposta incondicional);

3- Simultaneamente toca a campainha e coloca a carne, como resposta o cão insalivou também;

4- Repetiu várias vezes o passo anterior e obteve o mesmo resultado;

5- Tocou a ccampainha( estímulo condicionado) e o cão insalivou ( resposta condicionado).

Ao decorrer a experiência notou-se as seguintes fases:

– Aquisição: o cão “aprendeu” que o toque da campainha era sinal de existência de carne;

– Extinção: cão desistia de insalivar após perceber a inexistência da carne;

– Recuperação: após alguns minutos voltava a se tocar a campainha o cão por sua vez também voltava a insalivar.

A China no final do pretérito ano civil anunciara a existência de um vírus muito letal e, tudo fazia para mitigá-lo. Vejamos o sucedido:

1- A China comunica ao mundo e este último por sua vez mostrou-se indiferente;

2- O vírus disseminou-se para o mundo e este por sua vez mostrou-se bastante preocupado com a situação;

3- Mais informação e mais casos de COVID-19 e o mundo mostrava-se mais preocupado com a situação;

4- Repetia-se o cenário realçado no ponto anterior e o resultado era o mesmo;

5- Mais informações e o mundo mostrava-se mais preocupado.

O cão do Pavlov em Angola não via a comida, mas insalivava sempre e em alguns casos até mais do que aqueles que viam a carne, talvez fosse uma cultura daquele cão, aliás, aquele já via diferentes carnes, mas insistia insalivar sempre por causa da carne que nunca vira.

Lá na cozinha, fala-se de uma outra distribuição da carne, e parece que o cão que somente insaliva já começou a se preparar para afugentar as pessoas na rua, impedir a passagem das pessoas, morder médicos e tantos outros cidadãos e a até mesmo latir ao ponto de perturbar a explicação da aula do professor choramingão. Esse cão já tem muitos problemas e a sua família está muito empobrecida e endividada. Até o Pavlov já colocou-lhe corrente no pescoço.

O cão do Pavlov em Angola tem que perceber que a carne que está na cozinha não é totalmente eficaz para o seu estômago e o melhor seria prestar mais atenção à carne que está no seu quintal.

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