Um pouco por todo o Mundo, a epidemia do Covid-19 mostrou que os orçamentos que os Estados têm proporcionado à Saúde têm sido demasiado pequenos.
Em Angola, antes do COVID, os pacientes tinham de levar seringas, agulhas, soros, etc. para os Hospitais estatais, tal era a pequenez da verba que os Hospitais e Centros de Saúde recebiam. Face às dificuldades vivenciadas, quando a pandemia chegou, o executivo se viu na obrigação de criar hospitais específicos para o tratamento do coronavírus – situação criticada por muita gente.
É que, tratando-se de uma pandemia, os membros do executivo se aperceberam que tinham mesmo de fazer qualquer coisa, pois, dessa doença, não poderiam tratar-se no estrangeiro!
Espera-se que depois dessa situação, o executivo passe a disponibilizar dotações orçamentais mais avultadas ao sector da saúde. Tem de haver dinheiro para formar quadros da saúde. Tem de haver dinheiro para manter os stocks de medicamentos e de material gastável. Nunca teremos uma boa saúde para a população, se em vez de formarmos quadros, vamos buscar repetidamente médicos estrangeiros para fazerem o trabalho dos angolanos. Continuaremos a tratar mal os nossos concidadãos, se o pessoal da saúde angolano continuar a ter um salário abaixo do necessário.
O nosso voto é que o COVID 19 tenha ensinado o executivo angolano a prestar mais atenção à Saúde e que nos próximos orçamentos preveja verbas bem maiores para a Saúde. Será mesmo caso de dizer: há males que vêm por bem.

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