Quando a presença da polícia, numa parcela de chão, trás consigo caos e pânico, é sinal de que há défice de/na formação patriótica, humana, cívica e, entre outras dimensões, humana, da parte desta classe.

O nível de gravidade é altíssimo: assistimos a episódios nos quais a polícia manda almas aos céus, a céu aberto, à força armada, à vista da nação e isto não fica ao nível de uma notícia que mereça destaque por mais tempo na mídia, nas redes sociais ou espaço a mais na máquina de pensar e sentir de cada um.

O indivíduo que é estado, igreja, sociedade sabe que José “Acledi Metilson” Manuel é uma das mais novas vítimas da violência policial, mas parece que está a aprender a encarar o cenário com indiferença.

Ainda não se superou o caso de Juliana Cafrique e outras vítimas, cujas vidas foram silenciadas tal como se vai calando as suas lamentáveis mortes. Polícia mata pobre, jovem pobre, jovem pobre mulher, e a sua violência é muitas vezes banalizada, enquadrada no âmbito de acidente de trabalho ou erro mero e merecidamente humano.
Todo o mundo sabe que a polícia tem de ser mais bem preparada, no geral. É, em muitos casos, corrupta, antipática, contra leis e direitos; cobiça e usurpa bens alheios, principalmente dos mais necessitados, dos socialmente excluídos, dos não privilegiados.

Há muita boa gente que integra a PN, mas admitamos que a nossa polícia deve aprender a estar nas comunidades, com os cidadãos, a ser humana e humanista a sério.

Se essa postura sua se deve à violência que também sofre desde a fase de formação, nos meandros das suas unidades e hierarquias, é necessário rever isto com ciência e consciência. Não esperemos que uma eventual avalanche de violência que sofra quotidianamente seja a mãe que gera ou a madrasta que cria a violência que a polícia da nação derrama em sangue um pouco por todo o lado.

É necessário que se reflicta mais sobre a violência policial e se invista na formação integral de quem sabe que tem de gerir emoções, muitas vezes à fome e sede de pão e água respectivamente, e de quem tem de saber que é faminta e sedenta de prudência, temperança, coragem, justiça.

A polícia tem de transpirar direitos humanos, tem de exalar respeito pela dignidade humana. Se matar, tem de ser punida. Para não matar e não se matar, tem de ser munida de instrução que transcenda a força. Já agora, quanto às mortes todas, o povo clama por “justícia”. Portanto, faça-se justiça, jus-ti-ça! Já!

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