O coronavírus é uma pandemia que surgiu na China e que se espalhou pelo mundo de forma rápida. No princípio não se sabia muito bem como ele era, como ele agia e que tinha um índice muito alto de letalidade. Exactamente por isso é que uma boa partes dos países foram pego de surpresa e por esta razão não tomaram as devidas providências, isso é decretar estado de emergência ou estado de calamidade, exigência de uso de máscara facial, distanciamento social, desinfectar às mãos com álcool em gel, lavar as mãos com água e sabão o tempo todo etc.

No meio desta agitação mundial os países começaram a declarar estado de emergência com conseqüência de fechamento do espaço aéreo e dos serviços públicos. Angola de forma inteligente fez o mesmo declarou estado de emergência que naturalmente culminou com o encerramento total ou parcial de todos os serviços públicos e privados. Nessa altura angola não contava com nenhum caso de coronavírus. Mas com o passar dos dias, das semanas dos meses foram surgindo uns casos importados ali outros casos locais acolá e em parte por causa de alguns irresponsáveis que não quiseram cumprir a quarentena domiciliar ou daqueles que violaram a quarentena institucional.

Infelizmente os casos de contágio têm aumentado dia após dia, no meio de tudo isso o Ministério da Educação havia anunciado o regresso das aulas para o dia treze de Julho, caso acontecesse seriaia um grande risco para as nossas crianças, para os professores e de uma forma geral para sociedade. Repito se assim acontecesse não seria a melhor decisão, ou seja, seria uma decisão irresponsável e suicida para com as nossas crianças e não só. Sabe-se que em Angola 70 a 80 % das escolas públicas não têm água corrente, ou seja, não sai água nas torneiras, no vaso sanitário, (pia), muitas salas de aulas não têm ventilação e têm problemas de higiene, uma boa parte das salas de aulas têm excesso de alunos que conseqüentemente provocam aglomeração dos alunos, o que facilita o contágio do vírus. Portanto chega-se a conclusão que nas escolas públicas ainda não há e nem sei se um dia haverá medidas de bio- segurança que se espera para protecção dos alunos. O risco de vida continua, pois sabemos que uma boa parte dos alunos das escolas públicas quando vão para às escolas utilizam os transportes públicos isso é, os taxis, mais conhecidos como os azuis e brancos e também os autocarros, mesmo com a orientação para terem uma lotação de até 50 % por causa da cerca sanitária em Luanda e Cazengo município do Cuanza Norte, publicado em decrete presidencial. Esta orientação não tem sido cumprida, ou seja, eles circulam com a capacidade de 100%. E em tempos de aulas o cenário fica mais complicado, ou seja, os transportes públicos circulam com super lotação isso de alguma forma facilita o contágio. Isso se constitui um grande risco para as nossas crianças. Por outro lado tem o problema dos hospitais públicos, que em tempos normais já não conseguem dar um atendimento de qualidade aos cidadãos, imagina com os casos de coronavírus subindo dia a pós dia, será que o sistema de saúde daria conta de atender centenas de casos de coronavírus? Sabe-se de alguns países da Europa e não só que já retomaram as aulas e outras actividades, mas também sabemos que a realidade destes países é muito diferente da realidade angolana até porque eles passaram por uma quarentena muito rígida e ainda assim tiveram o colapso dos seus sistemas de saúde. Por outro lado alguns países recuaram na decisão de relaxar as medidas de quarenta. O que se vê hoje em alguns países é que escolas, restaurantes, bares, lojas, parques de diversão estão sendo fechado de novo. Embora e oficialmente a direcção da associação dos colégios particulares concordar com o adiamento do retorno das aulas por causa do aumento do coronavírus, Sabe-se que existe uma forte pressão de uma boa parte dos proprietários dos colégios privados diante do Ministério da educação para que se retomasse as aulas no dia 13 de julho data anunciada pelo Ministério da educação. Isso seria uma irresponsabilidade. Sabemos que às escolas privadas estão tendo grandes problemas financeiros, não estão conseguindo pagar salários, não estão conseguindo pagar as contas e provavelmente vão despedir muitos trabalhadores. Mas isso não é só um problema de Angola, pelo contrário isso é um problema mundial. Todos os países vão enfrentar problemas financeiros por causa da pandemia, agora o que não podemos deixar acontecer é por causa do capitalismo selvagem, vai-se deixar de lado o bem mais precioso que é a vida. Não é possível que às escolas privadas, ou pelo menos uma boa parte delas neste momento em que o país luta para controlar a pandemia e muitas pessoas estão perdendo a vida em Angola, eles pensam em voltar as aulas por causa do capital, ou da acumulação de bens. Prejuízo financeiro recupera-se, mas vidas humanas não. O coronavírus não conhece bajulador, não conhece branco ou negro, rico ou pobre, governador ou presidente da República, prova disso é que o primeiro ministro do Reino Unido Boris Johnson algum tempo atrás foi contaminado pelo coronavírus e quase morreu e na semana passada o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro também contraiu o coronavírus. Por isso toda sociedade angolana é chamada para travar uma “luta” contra o coronavírus. Felizmente o Governo teve uma atitude acertada, ao cancelar o reinicio das aulas que estava previsto para o dia treze de Julho. E informações mais recentes dão conta que o governo cancelou o ano lectivo, se assim for mais uma vez é uma decisão acertada uma vez que não se sabe até quando vai a pandemia. Sendo assim nossas crianças e não só, não serão mais postas ao risco eminente do coronavírus com um possivel reinicio das aulas. Não vamos deixar que o capitalismo selvagem nos faça tomar atitudes que exponham nossas crianças a riscos eminentes, todos nós iremos enfrentar sérias dificuldades financeiras, mas, temos a certeza que iremos superar. Todos contra o coronavírus.

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