Na 31ª conferência, que iniciou ontem em Luanda, o director executivo da organização, Eddy Keyura, reconheceu haver esforços no sentido de se melhorar as estatísticas e não deixar que países africanos fiquem para trás.

“O nosso continente está interconectado com o resto do mundo, pois precisamos ter internet e outros recursos sustentáveis, para que as pessoas tenham um sistema de conexão segura”, disse Eddy Keyura, informando que, para tal, se precisa do apoio dos governos e académicos, com vista a transformação digital.
Criada em 2002, a AFRINIC tem as atenções viradas para o desenvolvimento de internet, no âmbito das estratégias dos Estados africanos em conceber um mercado de comércio livre, onde a internet vai jogar um papel importante.
No discurso de abertura, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, assegurou que Angola tem definido uma estratégia nacional para as tecnologias, reflectidas no livro branco das TIC, onde constam um conjunto de acções a serem realizadas até ao ano 2022.
A estratega, acrescentou, coloca o sector entre as prioridades e como catalisador da dinâmica da inovação e um veículo de desenvolvimento de outras áreas da sociedade.
“O Executivo tem desenvolvido acções no sentido de dar uma maior abertura do mercado das comunicações electrónicas, bem como tem feito um maior investimento em infra-estruturas”, indicou, dando como exemplo os projectos SACS ( South Atlantic Cable System) e Ango-Sat.
Ao sublinhar aimportância do evento para o desenvolvimento económico, social e tecnológico do continente, José Carvalho da Rocha avançou que a internet, enquanto infra-estrutura tecnológica, facilita os processos de comunicação, colaboração e cooperação entre indivíduos e organizações.
Sob o lema “Elevar o Desenvolvimento da Internet em África, os participantes analisam políticas, estratégias de colaboração e educação, para que haja compromisso das organizações e engajamento de todos os agentes activos na promoção das sociedades de informação, baseado no principio da igualdade, sensibilidade e prosperidade. Para tal, o ministro referiu ser necessário garantir o acesso à hardware e software, que permitem esta conectividade.
Ao dirigir-se, em particular, aos participantes, José Carvalho da Rocha pediu união para que África esteja entre as referências na aplicação das tecnologias de informação e comunicação. “É preciso que haja dedicação da sociedade no uso das ferramentas e que as possam servir para o desenvolvimento das comunidades e bem-estar das populações”, disse.
O evento, que termina no dia 6 deste mês, aborda, entre outros temas, a cyber segurança, a governação da internet, a massificação da internet, a conectividade e protecção e gestão dos endereços IP (Internet protocolo). Angola é membro da Afrinic com 50 representantes entre instituições públicas e privadas.

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