Início Artigos Uma nova fronte de batalha pública contra o marimbandismo institucional : Pela...

Uma nova fronte de batalha pública contra o marimbandismo institucional : Pela transparência e pela justiça

452
0

Por : Paulo Faria

Urge encetar estratégias de luta cívica contra o que se pode designar por práticas horendas do marimbondismo institucional no subsistema de Ensino Superior. O Estatuto da Carreira Docente (ECD) como já tínhamos escrito num artigo de opinião – “Estatuto da Carreira Docente: Alegres, jubilai” in Vanguarda – parece-se muito a uma caixa de Pandora onde ao invés da Esperança de mudança por um subsistema de ensino superior de qualidade, mérito e excelência (de factos), na verdade, arrisca-se em acobertar – ad infinitum, a constelaçäo dos MALES PÚBLICOS (corrupção, nepotismo, impunidade e bajulação) que se pretendem CORRIGIR audaciosamente. O ECD infelizmente ajudou a prolongar – mutatis mutandis – estes males: Neste processo, vimos alguns professores AUXILIARES que foram, administrativamente, patenteados à categoria de Professores ASSOCIADOS sem de facto se reconhecer neles a existência dum requisito vital do processo: PUBLICAÇÕES. Na ausência deste requisito talvez tudo fosse justificado pelo o nepotismo (qual anima mater do marimbondismo insititucional….!).

Outros fizeram a sua travessia administrativa da categoria de Professores ASSOCIADOS para a categoria de TITULARES e desta fizeram-se transportar para a categoria de Professores CATEDRÁTICOS. De facto, se para a categoria anterior a exigência era: PUBLICAÇÕES – para esta categoria o grau de exigência era muito maior –  ao menos ao nível formal: ter OBRAS/LIVROS, isto contra a presunção de fazer crer que se tem obras publicadas, sem nunca os ter publicado, na verdade….!

Portanto, num processo que deveria ser SÉRIO, TRANSPARENTE, JUSTO – e porque fazendo jus à máxima governativa do executivo: CORRIGIR O QUE ESTÁ MAL E MELHORAR O QUE ESTÁ BOM – talvez o melhor seria ter havido escrutínio público para se apurar, realmente, em que medida esses requisitos foram escrupulosamente obedecidos. Caso contrário, estar-se-ia a pactuar com o marimbondismo institucional – DESCREDIBILIZAR O SUB-SISTEMA DO ENSINO SUPERIOR DO PAÍS! Assim foi com o provimento administrativo excepcional (Art. 54).

Agora surge o dito concurso público promovido na FCS-UAN para professores Auxiliares, cujo o enredo denota a existência de muitas injustiças, tremendas arbitrariedades, laivos de favoritismos e uma preferência mórbida pelo culto da banalização do ónus do serviço público pela QUALIDADE, TRANSPARÊNCIA E RIGOR….!

Aqui temos um caso, caros e caras, onde esforços devem ser mobilizados, sinergias concertadas, estratégias geometricamente equacionadas,  para denunciar as forças de bloqueio que teimam em hastear a bandeira dos males que sociais que se pretendem combater e corrigir a todo custo!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui